Há Mais A Piscar Do Que Encontra O Olho

De acordo com um estudo recente incomum e inovador, o piscar é uma pista visual que influencia nossas conversas cotidianas. Quanto tempo uma piscada dura pode alterar o curso de uma discussão.

Piscar pode desempenhar mais um papel em nossas vidas do que se poderia pensar.
Em média, a maioria das pessoas pisca mais de 13.000 vezes por dia.

A principal função do blink é manter os globos oculares lubrificados, mas 13.000 piscadas são mais do que o necessário para executar essa tarefa.

Isso infere que o piscar tem mais de um papel.

É bem conhecido que os humanos podem ler os rostos um do outro e obter significado, detectando sinais incrivelmente sutis da forma da boca ou das sobrancelhas. Poderia estar piscando fazendo parte também?

O piscar de conversação
Uma conversa é uma via de mão dupla. Quando uma pessoa está falando, a outra responde com acenos de cabeça e os chamados acenos verbais, como “mhm” e “uh-huh”.

Os humanos também tendem a olhar nos olhos um do outro durante uma conversa. Os autores do estudo recente acreditam que o piscar transmite uma mensagem que podemos subconscientemente ler e entender. Eles publicaram suas descobertas na revista PLOS One.

Os pesquisadores teorizaram que, se os blinks carregam informações, alterar sua duração pode fazer diferença na maneira como um indivíduo envolvido em uma conversa pode se comportar.

Para o experimento, os cientistas usaram a realidade virtual. Os participantes conversaram com um avatar que agia como um “ouvinte virtual”. O avatar faria perguntas – como “Como foi seu final de semana, o que você fez?” – e o participante responderia de acordo.

O avatar, quando “escutava” as respostas, assentia de maneira modelada em conversas da vida real.

Para algumas das sessões, as piscadas do avatar foram curtas, com duração de 208 milissegundos. Para outros, eles eram mais longos, durando 607 milissegundos. As durações foram baseadas em piscadas medidas em conversas padrão, portanto, nenhuma delas era incomum.

A importância de piscar
Muitos de nós não dão muito pensamento, mas os cientistas têm ponderado sua função ao longo dos anos. Por exemplo, estudos mostraram que piscamos mais quando estamos experimentando uma alta carga cognitiva do que quando nossos cérebros não estão sendo tributados.

Ainda mais revelador, outro estudo descobriu que, ao ouvir durante uma conversa, em vez de piscar aleatoriamente, tendemos a piscar no final de frases e em momentos em que acreditamos que o falante possa ter terminado o que está dizendo.

Este estudo analisou apenas a duração de suas respostas, mas seria interessante ver como a duração da intermitência afetou outros aspectos da resposta, como o nível de detalhes, a taxa de fala e o número de hesitações.

Parece que essa resposta fisiológica aparentemente simples pode exigir muito desdobramento.


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